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Como a mudança de posição transformou Samuel Lino em um dos principais criadores do Flamengo

 Atacante chegou a 14 assistências no ano ao atuar mais próximo de Pedro, mas liderança nacional inclui cinco passes para gol em amistosos.


Samuel Lino encerrou a intertemporada do Flamengo como um dos personagens centrais da preparação para o segundo semestre. Depois de distribuir três assistências na vitória por 4 a 2 sobre o Olimpia, o atacante chegou a 14 passes para gol em 2026.

O total o colocou na primeira posição de um levantamento do ge envolvendo jogadores dos clubes da Série A. Entretanto, a comparação exige uma ressalva: nove assistências aconteceram em partidas oficiais e cinco em amistosos. O número é correto dentro do critério utilizado, mas não representa exclusivamente o desempenho nas competições oficiais.

Mais importante do que a liderança estatística é a explicação tática para o crescimento do jogador. Samuel Lino deixou de atuar apenas como ponta-esquerda e passou a circular com maior frequência pelo centro do ataque.

Da linha lateral para o centro do jogo

Em boa parte de sua carreira, Lino foi utilizado como jogador de corredor. Aberto pela esquerda, aproveitava a velocidade, a condução e o drible para atacar o lateral adversário.

Essa função continua fazendo parte de seu repertório. O que mudou no Flamengo de Leonardo Jardim foi o ponto inicial de várias jogadas.

O treinador passou a aproximar os pontas da área e a utilizar os laterais para ocupar os espaços mais abertos. Dessa maneira, Lino começou a receber a bola no chamado corredor interno, entre a lateral e o centro do campo.

A mudança permite que o atacante tenha mais opções. Ele pode finalizar, tabelar, atacar a última linha ou encontrar Pedro dentro da área. Em vez de depender constantemente de uma jogada individual desde a ponta, passou a participar de combinações curtas e rápidas.

O jogo que apresentou a nova função

A vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, em maio, foi a demonstração mais clara dessa transformação em uma partida oficial.

O Flamengo tinha dez desfalques e não contava com todas as suas principais opções de criação. Jardim entregou maior liberdade a Lino, que circulou por diferentes zonas do ataque e participou diretamente dos três gols, com duas finalizações convertidas e uma assistência.

Pedro também saiu da área em alguns momentos, ajudando a abrir espaços para as infiltrações do companheiro. A movimentação dos dois dificultou a definição das referências de marcação do Coritiba.

Depois da partida, Samuel Lino afirmou que a mudança para uma função mais central aumentou sua variedade de movimentos. Segundo o atacante, o sistema anterior o mantinha mais preso ao lado do campo.

Por que a parceria com Pedro funciona

Das 14 assistências contabilizadas no levantamento, seis foram convertidas por Pedro. A concentração dos passes para o centroavante não parece casual.

Pedro ocupa os zagueiros, oferece apoio de costas e consegue devolver a bola para quem chega de frente. Lino, por sua vez, acrescenta mobilidade. Ele pode se aproximar para tabelar e, logo depois, atacar um espaço diferente.

Leonardo Jardim explicou que jogadores móveis e versáteis tendem a combinar melhor com Pedro do que um organizador que atue apenas na construção. O motivo é a necessidade de manter velocidade no corredor central.

A parceria não transforma Lino em um camisa 10 tradicional. Seu comportamento está mais próximo de um segundo atacante que participa da criação.

Essa diferença é fundamental. Um meia normalmente organiza a partir da posse. Lino também pode oferecer o último passe, mas continua ameaçando a defesa com aceleração e infiltração.

Os números e o asterisco dos amistosos

Antes da pausa para a Copa do Mundo, Samuel Lino tinha seis gols e nove assistências em 32 partidas oficiais pelo Flamengo em 2026. O clube confirmou esses números ao anunciar o atacante como vencedor de uma premiação referente ao mês de maio.

Durante a intertemporada, ele acrescentou cinco assistências: uma contra o River Plate, uma diante do Benfica e três contra o Olimpia.

Esses jogos são relevantes para observar a continuidade do modelo, mas precisam ser separados das competições oficiais em análises comparativas. Muitos dos jogadores que aparecem atrás de Lino no ranking não disputaram amistosos registrados nas mesmas condições.

A conclusão mais segura, portanto, não é afirmar que o atacante já se tornou indiscutivelmente o melhor assistente do futebol brasileiro. É reconhecer que sua produção aumentou e que existe uma explicação coletiva para isso.

O que acontece com a volta dos meias

A nova função surgiu também como resposta às ausências de Arrascaeta e Carrascal. Com a recuperação ou o retorno desses jogadores, Jardim terá de decidir como distribuir os espaços.

Uma possibilidade é recolocar Lino na esquerda e manter um meia de origem por dentro. Outra é preservar o atacante no centro em determinados jogos, utilizando sua velocidade ao redor de Pedro.

Também existe a alternativa mais complexa: permitir que os jogadores alternem posições durante a partida. Lino poderia iniciar aberto e entrar por dentro quando o lateral avançasse, dificultando a organização defensiva do adversário.

O desempenho nas competições oficiais do segundo semestre mostrará se a experiência da intertemporada se transformará em solução permanente.

Por enquanto, a principal descoberta está clara. Samuel Lino não começou a produzir mais apenas por uma melhora individual. O Flamengo mudou o ambiente em que ele toma suas decisões.

Mais próximo da área e de Pedro, o atacante passou a tocar mais vezes na bola onde sua velocidade, sua técnica e sua capacidade de associação podem produzir gols.

PERGUNTAS FREQUENTES

Quantas assistências Samuel Lino tem em 2026?

O levantamento publicado pelo ge contabiliza 14 assistências: nove em jogos oficiais e cinco em amistosos.

Quantos gols e assistências ele tinha antes da intertemporada?

Antes da pausa, o Flamengo informou que Lino somava seis gols e nove assistências em 32 partidas na temporada.

Quantas assistências foram para Pedro?

Pedro marcou seis gols após passes de Samuel Lino no levantamento de 2026.

Qual é a nova posição de Samuel Lino?

Ele continua sendo atacante, mas passou a atuar mais por dentro, por vezes como segundo atacante ou “falso 10”, com liberdade para circular atrás e ao lado de Pedro.

O recorde inclui amistosos?

Sim. Cinco das 14 assistências foram registradas em amistosos da intertemporada.

FONTES

  • ge — reportagem sobre as 14 assistências, a parceria com Pedro e a declaração de Leonardo Jardim.
  • ge — análise da mudança de posicionamento contra o Coritiba.
  • ge — entrevista de Samuel Lino sobre a atuação por dentro.
  • Flamengo — números oficiais do jogador antes da intertemporada.
  • Flamengo — relato da vitória por 4 a 2 sobre o Olimpia.
  • Relatório financeiro do Flamengo — aquisição por 22 milhões de euros. 

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A mudança tática que transformou Samuel Lino em criador no Flamengo

 Atacante passou a jogar mais perto de Pedro, chegou a 14 assistências contabilizadas em 2026 e ofereceu uma nova solução ofensiva a Leonardo Jardim. Samuel Lino chegou ao fim da intertemporada do Flamengo como um dos jogadores mais valorizados do elenco. Na vitória por 4 a 2 sobre o Olimpia, disputada em 17 de julho de 2026, o atacante deu três assistências e participou diretamente dos gols de Pedro, Lorran e Luiz Araújo. O desempenho elevou sua contagem para 14 passes para gol na temporada, de acordo com levantamento publicado pelo ge. O número colocou Lino na liderança da comparação entre jogadores dos clubes da Série A, à frente de Erick, do Vitória, que aparecia com 12. A estatística, porém, precisa ser apresentada com contexto. Das 14 assistências, nove ocorreram em partidas oficiais e cinco em amistosos. O Flamengo disputou uma série de jogos de preparação durante a pausa do calendário, enquanto alguns dos concorrentes do ranking não tiveram compromissos com registros equiva...